Santuário Tekoha
Santuário Tekoha · Serra de Itabaiana, Sergipe

Onde as abelhas nativas continuam sendo.

Conservação e pesquisa das abelhas sem ferrão do Brasil e da flora que as sustenta — um refúgio de mata onde cada árvore e cada ninho tem nome.

tekoha/te.ˈko.a/
do guarani, o lugar onde se é. Aqui, o lugar onde as abelhas seguem existindo.
01 — Nossa história

Uma terra de refúgio que virou casa das abelhas.

O Santuário nasceu na mesma terra que, por mais de trinta anos, foi o refúgio da nossa família na Serra de Itabaiana. Entre as árvores que vimos crescer, percebemos que não éramos os únicos a nos reencontrar ali: as abelhas sem ferrão também fizeram daquele pedaço de mata a sua casa.

Quando entendemos o tamanho da importância delas — e o tamanho da ameaça que sofrem — decidimos transformar o cuidado com a terra em cuidado com quem a poliniza. Resgatar enxames, plantar as árvores que as alimentam, registrar cada ninho com método, aprender e ensinar.

O Santuário Tekoha é esse compromisso: conservar, estudar e multiplicar as abelhas nativas brasileiras — e abrir esse conhecimento para quem quiser cuidar também.

— a família Tekoha
02 — Por que elas importam

As guardiãs silenciosas da biodiversidade.

Sem ferrão e mansas, as abelhas meliponíneas — uruçu, jandaíra, jataí, mandaçaia e tantas outras — polinizam boa parte da flora nativa da caatinga e da mata atlântica. Muitas plantas simplesmente não se reproduzem sem elas.

Fazem parte da alimentação e da cultura de povos indígenas e comunidades rurais há séculos, e produzem um mel medicinal, raro e delicado. Mas estão ameaçadas: o desmatamento, os agrotóxicos e o saque de ninhos silvestres reduzem suas populações ano após ano.

Proteger uma abelha dessas é proteger a floresta inteira que depende dela. Por isso a coordenada de um ninho silvestre, aqui, é sigilo de conservação.

03 — O que fazemos

Conservar é também estudar e compartilhar.

Resgate e criação

Resgatamos enxames ameaçados e cuidamos das colônias em meliponário, com manejo responsável.

Flora melífera

Plantamos e mapeamos as árvores nativas que dão néctar, pólen e resina ao longo do ano.

Pesquisa de campo

Registramos cada árvore e cada ninho num atlas vivo, com foto, GPS e ficha científica.

Formação

Compartilhamos o conhecimento com meliponicultores e com a comunidade, para o cuidado se multiplicar.

04 — Gratidão

O que sabemos, aprendemos com o Prof. Rogério.

Nada disso seria possível sem o Prof. Dr. Rogério Marcos de Oliveira Alves. Muito do que praticamos aqui veio dele — pessoalmente, nos eventos de meliponicultura e nos seus livros, em especial o Sistema de produção para abelhas sem ferrão (INSECTA/UFBA).

A ficha de manejo, a leitura de uma colônia, o respeito ao tempo das floradas: são ensinamentos que ele passou adiante com generosidade. A ele, nosso reconhecimento e nossa gratidão.

Alves, R. M. O. et al. Sistema de produção para abelhas sem ferrão. Série Meliponicultura nº 03. INSECTA / UFBA, 2005.
05 — Explore

Entre no santuário.